Defendemos uma Política de Verdade e quisemos uma Lisboa com Sentido. Neste novo ciclo político nasce o Crónicas Lusitanas, de militantes e simpatizantes do PPD/PSD, que querem que este seja um espaço de liberdade, debate e opinião, e sem asfixias..

31
Dez 09

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VOTOS DE BOM ANO DE 2010.

 

QUE 2010 VOS TRAGA SAÚDE, PAZ, CONCÓRDIA, SUCESSO PESSOAL E PROFISSIONAL

Crónica de José Cal Gonçalves às 23:02
: TEREZÍN/THERESIENSTADT-Anne Sofie Von Otter
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30
Dez 09

 

 

Desejo que 2010 passe depressa.

Agora a sério. Feliz Ano Novo com muita saúde,trabalho e bons negócios para todos.

Quanto ao nosso Blog Crónicas Lusitanas, desejo que no final de 2010 tenhamos 10.000 visitantes.

Bem hajam.

Até para o ano.

Crónica de João Pessoa e Costa às 11:46

29
Dez 09

 

 

 

 

2010.

Começou a segunda década do século XXI.

E queria aproveitar para vos dizer que a minha preocupação, neste ano, vai para a defesa do meio ambiente.

E, aproveito, ainda, para vos exortar a participar, activamente, na defesa do meio ambiente, na defesa do nosso planeta.

Estou certo que após o combate pelos Direitos Humanos, nos séculos XIX e XX, o século XXI ficará conhecido pela luta pela sobrevivência da espécie humana, pela defesa do meio ambiente e do planeta Terra.

Porque, caso assim não seja, estou certo que, até ao fim do século, o Homem passará por graves provações. A Falta de água potável, a falta de alimentos, a falta de ar puro, etc., etc..

Mas, cada um de nós pode dar o seu contributo, pode ser a "gota de água do oceano".

Assim, em cada dia que passa procure consumir a água com parcimónia, consuma o menos possível da energia produzida a partir de combustiveís fosseís, utilize lâmpadas de baixo consumo, seleccione e separe o lixo...

Com estes pequenos gestos, "gota a gota" estaremos a encher o oceano da mudança, estaremos a encher o planeta terra de vida...

Obrigado pelo vosso contributo...

 

Crónica de José Cal Gonçalves às 13:19

25
Dez 09

 

São os nossos votos para todos os nossos leitores e comentadores.

Crónica de Rodrigo Mello Gonçalves às 17:24
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Tenho acompanhado, com a devida atenção, a decisão, de Pedro Santana Lopes, de recolher as assinaturas necessárias à convocação do congresso extraordinário do PPD/PSD.

 

Concordo que é preciso e urgente debater o projecto do PPD/PSD, para o futuro.

 

Pese embora as críticas que, de vários quadrantes, de tempos a tempos lhe são feitas - eu próprio discordei, em vários momentos, da sua opinião  - uma coisa é certa, estamos perante um dos políticos mais combativos e mais participativos do PSD  e, em geral, da nossa vida política.

 

Quem, em Portugal e ao fim de tantos anos,  após tantas vitórias e derrotas, consegue manter-se, desta forma, permanentemente na zona de rebentação das ondas? 

 

Muitos criticam, outros têm inveja, outros fogem e outros, ainda, não dão a cara. Mas, o que é certo é que Pedro Santana Lopes, está sempre pronto a contribuir, a apoiar e a projectar o PPD com a coragem de dar a cara e ir à luta...

 

É tempo de todos, sem excepção, aproveitarmos esta oportunidade e sairmos à rua - indo e participando, de todas as formas possiveís, no congresso extraordinário - e, juntos, reconstruirmos um PPD/PSD, em que todos os  portugueses revejam, por nele acreditarem, o projecto de mudança e alternativa que desejam para Portugal.

 

 


23
Dez 09

 

Na sequência do caso Gurtel,o Partido Popular de Espanha viu-se envolvido em 2009 numa trama de corrupção,que afectou a sua imagem e ainda hoje está em investigação pela Justiça.

 

Não li, nem vi na nossa comunicação social qualquer referência ao documento aprovado esta semana pelo PP que refere que "todos os dirigentes e titulares de cargos públicos do Partido" devem assinar um documento sob juramento onde asseguram que actuam com responsabilidade,integridade,transparência,exemplaridade e honradez.

 

Nem os Partidos Portugueses notaram.Sintomático.

 

Mas , há mais.

 

Este código de conduta com actualização de dois em dois anos,inclui:

 

1.Uma declaração sob juramento em como não incorre em conflito de interesses.

2.Colocar á disposição do Partido uma declaração de bens e actividades.

3.Separar o público do privado

4.Proibição de aceitar ofertas que não correspondam aos usos e costumes sociais.

5.Comunicar ao Partido a abertura de qualquer procedimento que possa conduzir ao inicio de inquérito por delito.

6.Aceitar o novo sistema de contratação dos contratos públicos.

7.As contas do PP vão submeter-se a uma auditoria externa que será pública.

8.Vai ser criado o Auditor de Práticas Internas que vai zelar para que se cumpra com o Código das Boas Práticas.

 

Ora, aqui está uma boa contribuição para o debate sobre o futuro do PSD.Com ou sem Congresso.A nova liderança,quanto mais depressa melhor,deve excluir todos os que contribuiram para as más práticas e inovar ao marcar um novo caminho que seja inclusivo para todos os que desejem servir o PSD e Portugal com sentido de missão.

 

Os Partidos não devem ser plataformas para arranjar empregos, a quem não os consegue de outra forma por incapazes,mas sim o local todos e cada um possa contribuir com debate

com ideias e com educação para tornar o nosso futuro melhor.

 

Portugal em primeiro lugar.A seguir o Partido.

 

A Espanha, aqui tão perto.pode ser um exemplo.

 

 

 

 

Crónica de João Pessoa e Costa às 12:35

22
Dez 09

         OU QUANDO SE CONFUNDE O PARTIDO COM O GOVERNO...

 

Todos estamos recordados dos sistemas autoritários e totalitários, até de sinais contrários, que, nomeadamente, ao longo século XXI, exerceram o poder numa clara confusão entre o que aos partidos diz respeito e o que ao Estado diz respeito. Ou seja, situações em que, claramente, o partido e o aparelho do Estado, se confundiam, se mesclavam, eram extensões um do outro, etc., etc..
 
Em recente crónica, deste blogue Crónicas Lusitanas, sob a titulação “Nestes tempos que correm…”, on line no dia 20 de Dezembro de 2009, a propósito dos cem anos da República Portuguesa, acentuei a crise que hoje se vive na sociedade portuguesa. De entre as várias questões que suscitei, referi-me à crise social, à crise política e à crise das instituições.
 
Esta crise que é multifactorial, assenta, cada vez mais, no afastamento, do cidadão comum, dos partidos políticos – veja-se o crescimento das taxas de abstenção nos sucessivos actos eleitorais - exigindo a possibilidade de participação cívica e do exercício de cidadania através de “movimentos independentes” - não alinhados com as várias correntes partidárias – como os que vemos surgir, v.g., nas eleições autárquicas, aliás, os únicos actos eleitorais em que, grupos de cidadãos independentes, se podem apresentar a sufrágio.
 
Vem isto tudo, a propósito das recentes declarações do Presidente da República sobre o desemprego, o desequilíbrio da balança de pagamentos, a crise social, a família e a baixa taxa de natalidade em Portugal e o do recente frisson de Sérgio Sousa Pinto - deputado e Vice-Presidente da bancada do Partido Socialista na Assembleia da República - defensor acérrimo, já na anterior legislatura, do casamento dos homossexuais.
 
O Presidente da República, durante a recente vista que fez à associação Os Francisquinhos - associação de pais e amigos das crianças do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, que apoia  as crianças de risco nascidas/atendidas no Hospital de S. Francisco Xavier ( os bebés prematuros, com doenças crónicas ou vítimas de problemas sociais como a toxicodependência, SIDA, entre outros)- , afirmou:
«Neste momento, o número de filhos por mulher em Portugal é 1,35. Para conseguir uma reconversão de gerações é preciso dois filhos por cada mulher. São precisas políticas e iniciativas para ajudar os pais, as mulheres empregadas, a poderem cuidar dos seus bebés (…) Interrogamos a nossa vida hoje se não tivéssemos tido filhos, se não tivéssemos os barulhos, os gritos, as alegrias que nos trazem os netos. Um país sem crianças é um país sem futuro, por melhores que sejam as políticas económicas, por melhores que sejam os aeroportos, os portos, as estradas que nós tenhamos. Se não existem crianças, nós avançamos rapidamente para o envelhecimento da população e todos sabemos que a consequência do rápido envelhecimento da população é um baixo crescimento económico e uma grande dificuldade em satisfazer os apoios sociais aos mais idosos».
A estas declarações, segundo o IOL, Sérgio Pinto, aparentemente – e digo aparentemente, porque é mau de mais para se aceitar que seja verdade –, vem reprovar as palavras do Presidente da República, tendo-o acusado, de acordo com as notícias divulgadas nos últimos dias pela comunicação social, de se “intrometer” na agenda do PS sobre os casamentos homossexuais, advertindo que, se fizer “coro” com a oposição de direita, colocará em causa a estabilidade política.
Afirma, ainda, Sérgio Pinto:
«O Presidente da República, como qualquer cidadão português, tem a liberdade de ter a sua posição pessoal relativa ao diploma respeitante à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas já não terá o direito de se intrometer na agenda dos partidos e no caso vertente do PS (…) estará a contribuir inutilmente para a dramatização da vida nacional e a pôr em causa as condições de estabilidade política, que são indispensáveis para dar resposta a problemas que preocupam o Senhor Presidente da República, como preocupam o Governo e o PS (…) Os portugueses não escolheram o PS para formar Governo para que a agenda do Governo e do PS fosse determinada pelo Senhor Presidente da República (…) Mas não é a circunstância desses problemas existirem (…) - problemas estruturais na economia portuguesa e de uma gravíssima crise internacional – (…) que impede os partidos e, designadamente o PS, de exercerem a iniciativa política em matérias que considera relevantes, que foram sufragadas pelos portugueses nas últimas eleições e que correspondem à aplicação do programa eleitoral (…) A verdade é que não compete ao Presidente da República determinar a agenda do PS nem dos demais partidos. Não é essa a sua função, tem poderes constitucionais muito fortes, que lhe estão confiados, mas a faculdade de se intrometer na agenda dos partidos não é um deles. Se a intenção do Presidente da República, exorbitando aquilo que é a sua legitimidade neste contexto, entende fazer coro com o discurso dos partidos da oposição [de direita], objectivamente está a contribuir para uma dramatização indesejável da nossa vida política e a contribuir para que se ponham em crise as condições de estabilidade política”. 
Ora, estas declarações de Sérgio Pinto, ao pôr a tónica no PS - referindo-se à agenda do PS – quando se refere à aprovação, em Conselho de Ministros, do casamento dos homossexuais, para de seguida atacar as declarações e preocupações do Presidente da República, faz lembrar, pelas piores razões, os sistemas das piores ditaduras que o passado conheceu.
Nesses sistemas, também os “partidos” se confundiam com as “estruturas do Estado”. Ora, salvo melhor opinião, não é esse o modelo constitucional português. Os partidos não fazem parte do aparelho do Estado. Os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade popular e participam nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo. Mas, não se confundem com os órgãos em que estão representados e/ou em que participam.
Sérgio Sousa Pinto presta, assim, de uma assentada um mau serviço a Portugal e ao Partido Socialista. Com efeito, ao declarar que as decisões do Conselho de Ministros não são tomadas em razão de Portugal, mas, sim, da agenda do Partido Socialista, pôs o dedo na ferida, dizendo que o governo de Portugal, liderado pelo seu PS, move-se, não pelo interesse de Estado, ou pelo interesse nacional, mas sim, pela sua agenda partidária.
Mais grave do que isso, com tais declarações, ficamos a saber que, na óptica de Sérgio Pinto, o Presidente da República, Supremo Magistrado da Nação, tem que saber interpretar e nortear-se pelos interesses partidários, nomeadamente do PS, em vez de o fazer, como faz, norteando-se por aquilo que julga serem, em cada momento, os interesses nacionais e as preocupações dos portugueses.
Por outro lado, fica-se a saber que, para Sérgio Pinto, a questão do casamento dos homossexuais não é uma questão que diz respeito aos cidadãos homossexuais que pretendem contrair casamento, ou aos cidadãos portugueses em geral. Em vez disso, a sua relevância está em estar, ou não, na agenda do Partido Socialista.
Mas, mais grave ainda, não é admissível que Sérgio Pinto reconduza o cargo de Presidente da República à de um qualquer cidadão português. Com efeito, não deixando de o ser, é muito mais do que isso. É, de entre os cidadãos portugueses eleitores, aquele que, por sufrágio universal, directo e secreto, universal e em lista uninominal, foi eleito para desempenhar o mais alto cargo da Nação Portuguesa.
Ainda recentemente, noutra crónica, afirmei que não me era indiferente o facto de o Primeiro-Ministro de Portugal, ser, ou não, escutado e ver as suas conversas privadas, assim recolhidas, transcritas num qualquer órgão de comunicação social. E, fi-lo porque a figura do Primeiro-Ministro de Portugal, enquanto cidadão português, têm que me merecer respeito. Também aqui, entendo ser inconcebível que, o senhor deputado Sérgio Pinto, se refira ao Presidente da República da forma que o faz e, mais grave, se permita pretender balizar e/ou limitar o exercício das competências daquele, ao mesmo tempo que mostra o que de pior pode existir nas estruturas partidárias – os interesses nacionais cederem passo, ou serem postergados pelos, por vezes mesquinhos, interesses ou agendas partidárias.
Na véspera de se comemorarem os cem anos da república, este tipo de posturas e comportamentos não auguram nada de bom, nem fazem jus a todos aqueles que deram a vida e/ou se dedicaram e dedicam à causa e coisa públicas sem se deixarem tolher por interesses pessoais, particulares ou mesquinhos.
Não é mais possível que, políticos com a responsabilidade de Sérgio Pinto, venham desvalorizar os graves problemas da crise social e económica, da diminuição da taxa de natalidade, do desequilíbrio da balança de pagamentos, do sucessivo encerramento de empresas e do aumento do desemprego. E, em vez disso, venham desfraldar a bandeira da agenda dos casamentos homossexuais. Não está em causa, como é óbvio, o direito, ou não, daqueles poderem, ou não, ver consignado na lei a possibilidade de se consorciarem. O que está em causa é a real dimensão dos problemas, que afligem os portugueses, quando a taxa de desemprego, em ritmo acelerado e sem dar mostras de desaceleração, ultrapassou já o patamar dos 10%.
Portugal precisa, urgentemente, de políticos que se movam pelas causas nacionais e na defesa e prossecução dos princípios constitucionais fundamentais, em vez de se escudarem com agendas partidárias ou outros interesses e subterfúgios, por vezes, ocultos e pouco sérios. É necessário, fazer Jus à república e aos valores de Abril, nomeadamente ao terceiro “D”, do Desenvolvimento e, de uma vez por todas, Portugal encontrar os políticos que trilhem a senda da construção de uma sociedade livre, justa e solidária.  
 
 
 
 

20
Dez 09

 

O ano de 2009 aproxima-se veloz do seu fim e já se ouvem, ao longe, as badaladas do novo ano 2010.
 
Encerra-se, assim, mais uma década, a primeira do século XXI.
 
Em 2010, comemoram-se os 100 anos da República. Espera-se que seja tempo de reflexão…
 
Reflexão não só sobre a bondade, ou não, deste modelo de sistema político, mas, essencialmente, sobre quais os novos desafios para o próximo centenário.
 
Mas, será que os tempos que correm, têm algo de semelhante como os que corriam há 100 anos atrás?
 
A crise das instituições, quanto à sua composição, quanto ao seu funcionamento, quanto às suas efectivas competências, quanto aos assuntos que consideram prioritários, quanto à falta e ou inexistência de uma clara estratégia e caminho a trilhar. A ideia que nada, nem ninguém tem poderes e competências para decidir, a culpa e responsabilidade é sempre de qualquer outra instituição e, essa, por sua vez, reconduz para outra…
 
A crise do sistema económico e financeiro, consumindo-se mais do que se produz, o aumento acelerado do deficit público, os sinais externos de falta de confiança na economia portuguesa que conduzem a sucessivas alterações, negativas, do rating da República Portuguesa, a instabilidade e falta de confiança no sistema bancário – os casos BPN e BPP - , as dúvidas quanto à acção do Banco de Portugal nestes e noutros casos …
 
A crise da Justiça, com uma efectiva descrença no seu funcionamento, com a clara desconfiança quanto às suas conclusões e decisões, com o acelerado descrédito dos seus “operadores” – a própria expressão de “operadores”, é já, ela própria, um sinal deste descrédito, pois dá um sinal de falta de envolvimento, de falta de participação, de falta de “fazer acontecer”, refugiando-se numa mera “operacionalidade” daquilo que não se sabe, quem decide -, com um, cada vez maior, distanciamento entre as decisões e o sentir das populações, com uma cada vez maior falta de compreensão da Lei e, fundamentalmente, da sua interpretação e aplicação …
 
A crise no ensino, com os jovens, do ensino básico, sobrecarregados de unidades curriculares – disciplinas – injustificadas ou que, pelo menos, em nada parecem contribuir para a sua literacia, formação, aprendizagem e preparação para a vida activa. Os professores, reconduzidos a graves situações de crise de autoridade, ao mesmo tempo que são sucessivamente desrespeitados pelo “sistema” que lhes impõem “modelos de avaliação” inconsequentes.   
O Ensino Superior está, por sua vez, em clara crise. O privado definha, enquanto o público, com falta de recursos, está desadaptado das reais necessidades do país.
 
A crise social, com o sucessivo aumento do desemprego, sem se vislumbrar como tal aumento poderá ser invertido nos próximos tempos. O crescimento da pobreza, que já passou de “bolsas” a extensas “manchas”, que atingem, já, vastos sectores da denominada “classe média” – a “pobreza envergonhada”. A falta de uma estratégia para o enquadramento da população activa e o efectivo desenvolvimento do país. O aumento da idade da reforma, ao mesmo tempo que se diminuem os postos de trabalho, denota uma clara navegação à bolina, num completo desnorte, sem que nada nem ninguém se interrogue sobre as suas consequências no futuro próximo…
 
A crise política, após um novo rotativismo, amarrada à crise do sistema partidário, ele próprio, em muitos casos, refém de quem menos se desejaria… O afastamento, cada vez mais evidente, de quem é credível e tem capacidade de acção, centrifugados para fora do sistema, pela forças que o próprio sistema gera, limitando a sua capacidade de participação. A falta de competência, de valor, de capacidade de decidir, de assertividade, de seriedade e de integridade que, cada vez mais, vão manchando a, dita, classe política e, consequentemente, o sistema político vigente…
 
Tudo isto, e muito mais, que todos os dias nos apercebemos e vamos comentando aqui e ali, estão a gerar uma crise que poderá ser muito mais profunda e grave do que aquela que se viveu em 1910, ou em 1925.
 
Nos tempos que correm, é cada vez mais importante que, cada cidadão, exerça a sua capacidade de reflexão, criando-se amplos debates na opinião pública, centrados nos graves problemas da sociedade portuguesa, naqueles que poderão significar desenvolvimento e progresso, contributos para a erradicação da pobreza que teima em regressar e grassar, em vez da discussão, distractiva, de temas e aparentes problemas que em nada contribuem para este desiderato.
 
Vem isto, não só, mas também a propósito das discussões sobre se as escutas ao Primeiro-Ministro, devem ser tornadas pública e divulgadas na comunicação social, ou sobre a oportunidade da discussão sobre os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Com o devido respeito, pelas opiniões contrárias – aqui assenta o primado da democracia -, não nos parece que, estas matérias, sejam aquelas que efectivamente interessam aos portugueses...
 
Importa, assim, recentrar a discussão nos temas e nas questões que determinarão o futuro, desta e das gerações vindouras. Estou certo, que após o falhanço do comunismo e do capitalismo, do falhanço dos liberalismos e dos neo-liberalismos, importa encontrar um novo sistema de equilíbrio social. E, aqui, estamos em crer que, do mesmo modo que os social-democratas moldaram a Europa do pós-guerra, é necessário criar um novo equilíbrio entre o capital e o trabalho, que possibilitem discutir, de forma aberta, em concertação, os problemas e encontrar a senda a trilhar, em que o Estado, não sendo o “todo poderoso” que tudo decide, possa, efectivamente, deter o poder regulador e moderador que evite novos desmandos…
 
Nestes tempos, que correm, precisa-se de um novo modelo de Estado...
 
 
 
Crónica de José Cal Gonçalves às 01:17

18
Dez 09

A propósito do caso "Lopes da Mota", ouvi diversos quadros do PS a dizer que a justiça tinha funcionado.

Presume-se que por funcionar, entenderão que na sequência de um processo disciplinar, houve uma condenação.

 

Mas se há coisa que não se poderá dizer neste caso é que a justiça tenha funcionado.

Estamos a falar de um caso, o Freeport, com contornos graves, com subornos e corrupção, e que gera uma onda de suspeita à volta do Primeiro-Ministro.

 

Depois de termos assistido ao fim do Jornal Nacional de 6ª, quando se preparavam para avançar com novos dados no caso Freeport.

Quando temos um director de um semanário que afirma ter recebido telefonemas de "pessoas proximas do Primeiro Ministro" para que não publicasse notícias sobre o caso Freeport.

Agora temos um magistrado acusado de interferência na investigação do caso Freeport, tendo sido acusado de pressionar outros magistrados do MP responsáveis pelo caso.

E qual a pena? Suspensão por 30 dias!

 

Como compreender que num caso com esta gravidade, um magistrado que interfere numa investigação e pressiona os seus colegas do Ministério Público, tenha como pena uma suspensão de 30 dias?

Não se compreende, ponto!

 

É mau de mais para ser verdade, mas é bem revelador do ponto a que o país chegou...

 

Crónica de Rodrigo Mello Gonçalves às 01:15
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14
Dez 09

 

 

 

 

 

 

No sábado fui ao concerto do José Cid no Campo Pequeno.

Um grande concerto.Casa cheia.Todas as idades estavam presentes.Os com 5o anos,como eu ,com os filhos e os netos.Os da geração do Cid,hoje com 6o e 70 anos.E muitas mulheres.Mulheres que gostam dos afectos,da emoção e do amor que o Cid gosta de cantar.

É curioso,que nos meus tempos dos 2o anos o José Cid era considerado "pimba".Depois do 25 de Abril,esquecido.Hoje, tão elogiado em todas as faixas etárias e estratos sociais.De facto,trata-se de um profissional da música de grande qualidade e que o tempo se encarregou de o colocar no topo,ao lado dos nossos melhores.

Como convidados, estiveram presentes o Herman José,sem chama e sem graça,o João Ferreira da Rosa,que vozeirão e o vocalista dos Heróis do Mar que deu um espectáculo.

Foi bonito o Campo Pequeno todo a cantar as grandes canções do José Cid.Está em grande forma.

Recordei muito a insistência,o querer ,a longa aventura do meu Amigo Dr.Goes Ferreira em desejar dar a Lisboa uma grande casa de espectáculos.Os obstáculos,a CML o então IPPAR.As dezenas de reuniões,os pareceres.Os diversos projectos de cobertura da praça apresentados e chumbados sucessivamente.

Felizmente,houve um Presidente da CML e um V.Presidente que finalmente deram luz verde.Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues devem ser lembrados sempre que vamos ao Campo Pequeno.

 

 

 

 

 

Crónica de João Pessoa e Costa às 11:47

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